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30 segundos fatais para salvar sua imagem

Por 28 de novembro de 2011Outras Notícias

Os 30 segundos fatais para salvar sua imagem e tentar conquistar um cliente.

O mundo dos negócios tem suas próprias regras de etiqueta. Não adotá-las pode condenar o futuro de jovens empreendedores.

No Brasil existem 5,1 milhões de empresas, desse total, 98% são micro e pequenas. E seu número não para de crescer. Mas para empreender com sucesso, além de dominar todos os aspectos do negócio, também é preciso dominar a linguagem e as regras de etiqueta do mundo empresarial.

Caio Sigaki, de 28 anos, logo notou a importância de seguir essas normas de comportamento, Foi há três anos, ao começar sua vida empresarial. Mais jovem entre os franqueados de uma rede de cursos profissionalizantes, conta que teve de se adaptar para ter mais credibilidade.

“Precisei aprender a me comportar e a me vestir adequadamente para as reuniões, afinal, saber fazer network é muito importante para um empresário.”

A partir deste ano, Sigaki se tornou franqueador do portal Elefante Verde, um guia colaborativo online, e está expandido o negócio para todo o Brasil. “Tive de aprender tudo na raça, mas hoje sinto-me plenamente seguro para comandar as reuniões com meus franqueados.”

Para evitar gafes que podem comprometer boas oportunidades, é melhor seguir ‘o manual’. A consultora de imagem Lilian Riskalla faz um alerta: as pessoas levam 30 segundos para formar a primeira impressão sobre o outro. Ou seja, ao causar uma primeira impressão negativa, pode ser difícil conseguir reverter. “É importante passar credibilidade, competência e confiança desde o início”, diz ela.

Rosana Fa, que também presta consultoria, diz que a imagem do empresário está associada à da empresa. Assim como a firma deve estar em ordem desde a recepção, o perfil do empresário deve estar adequado, tanto na maneira de se vestir quanto na de se comportar.

O mestre em administração da Fundação Getúlio Vargas e consultor de negócios Batista Gigliotti, conta que certa vez acompanhou um cliente a uma reunião e recomendou que ele tirasse o brinco se quisesse fechar o contrato. Apesar de resistir, ele tirou o brinco e fechou o negócio. Tempos depois, ele voltou a mesma empresa usando o brinco. “A empresa reclamou comigo a respeito do meu cliente por mais de uma semana. A etiqueta empresarial não tem a ver com a crença das pessoas, mas com o ambiente de negócios”, avalia.

As boas maneiras abrangem diversos itens e Gigliotti destaca a apresentação do cartão de visita. “Nunca tire o cartão do bolso de trás da calça ou do meio de vários papéis e notas de dinheiro.” Segundo o professor, no Brasil a tradição é apresentar o cartão no início da reunião, sem orelhas, afinal o cartão é a imagem do indivíduo. “Da mesma forma, ao receber um cartão, nunca guarde nos bolsos da calça, nem deixe caído sobre a mesa. Deve ser guardado no bolso do paletó ou da camisa.”

Outro gesto importante é que ao receber um cartão, o ato deve ser retribuído na mesma hora. “No mundo corporativo isso é visto como um gesto de atenção”, afirma Gigliotti.

Para o consultor do Sebrae-Ourinhos Fabio Ravazi Gerlach, é importante pesquisar sobre a empresa que irá visitar, isso vai ajudá-lo a se adaptar ao ambiente e cultura da empresa.

Batista recomenda, ainda, não misturar o ambiente profissional com o particular. “Nunca saia com o cliente para a farra, você ficará exposto e isso será usado contra você quando houver oportunidade.” Segundo Rosana, a ética é outro fator importante. “Não faça com os outros, o que não gostaria que fizessem com você. Adotando essa base, o profissional vai ser ético sempre.”

Fonte: O Estado de São Paulo