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A Prova de uma Marca Forte

Por 21 de julho de 2011Outras Notícias

Criar uma marca não é tarefa fácil, há que se ter talento para tanto. Não basta a escolha de um nome que sugira algo da moda, é preciso algo mais forte, com personalidade, que represente com força e garra o que o produto ou serviço deseja demonstrar.

Identificar uma expressão e até um desenho para fazer as vezes de marca é fácil, se levarmos em conta que hoje existem softwares especializados e que permitem via composição gráfica digital encontrar-se um identidade baseada nos princípios de marketing notórios no mundo inteiro.

Estamos falando de aspectos puramente abstratos e que envolvem a criação, a imaginação, a inteligência; mas não podemos ficar apenas nestes planos, que na verdade são importantes, mas devemos também atentar para o que é possível em termos de criação, o que nem sempre é o ideal. Mas o que é o possível?

O possível é a concretização daquilo que se deseja como expressão ou figura / logo, ou seja, a construção de uma marca forte, comunicativa e com personalidade, mas que também tenha a função de inibir a cópia e a pirataria.

Para conseguirmos isso, não basta só a criatividade e o conhecimento das ferramentas de comunicação. É necessário conhecer os meandros da proteção, suas técnicas e suas leis. É isto que na realidade garantirá a exclusividade e a propriedade de uma marca.

Mas e daí? Qual é o tão complicado problema que envolve a criação de uma marca? E, qual a fórmula que se deve-se usar para resovê-lo?

Pois é aí que cabeças se quebram, é aí justamente que se encontram as maiores dificuldades, os maiores entraves, as maiores coincidências e as impressionantes semelhanças entre marcas – Notamos certa falta de imaginação no mercado de criação hoje em dia.

Façamos uma experiência; vamos pegar lápis e papel e tentarmos criar uma expressão para determinado produto ou serviço. Após esta tarefa vamos analisar se nossa criação é de fato uma marca ou só uma palavra.

Pergunta-se: Mas qual a diferença? Uma marca não é uma palavra? A resposta é ambígua, sim e não.

A diferença é que uma marca pode se tornar uma palavra, mas nem sempre uma palavra pode se tornar uma marca.

Explico:

Geralmente quando se busca um nome para designar um produto ou serviço, recorre-se à criação de uma expressão que na maioria das vezes, em sua constituição, encontra-se implícito o que é este bem, esta ocorrência evocativa, puramente designativa, produz uma marca fraca, se analisada do ponto de vista técnico, é claro.

Exemplos:

Pinho Sol (para desinfetantes a base de pinho), Frangosul (para designar frango e seus derivados), Tomatito (para identificar extrato de tomate) e Clorisol (que é marca de água sanitária à base de cloro).

Só para começar, estas são marcas até conhecidas do ponto de vista da mídia, mas extremamente fracas do ponto de vista da proteção, pois trazem em sua constituição o fator evocativo e genérico, ou seja, praticamente descreve o produto que deseja distinguir. Isto, que me perdoem os criadores, é erro primário e permite que qualquer concorrente tenha marca semelhante. Cria-se um precedente para uma infinidade de marcas parecidas, que acabarão confundindo o consumidor na hora da compra.

Embora uma marca fraca possa vir a ser conhecida – pelo mérito do investimento em mídia -, jamais poderá afastar de si a concorrência parasitária composta de expressões análogas e que na maioria das vezes distinguem produtos semelhantes. Isto ocorre porque esta marca fraca, evocativa, nada protege. Não traz na sua composição nem a distinção nem a criatividade, simplesmente não há distinção ou composição criativa forte.

Assim, uma simples ida ao Supermercado nos permite inúmeras opções para escolha, quase todas com a mesma cara, ou com marcas muito parecidas. Senão, vejamos:

Pinho Tok, (Pinho SOL), Frangonorte, (Frangosul) Tomato, (Tomatito), Clorofil, (Clorisol), e outras tantas.

São todas marcas muito semelhantes e identificam produtos iguais, o que certamente induzirão o consumidor a erro ou a confusão na hora da compra.

Portanto, criar marca é coisa séria, pois como não me canso de dizer,

“ninguém cria marca para registro, marca se cria para ganhar dinheiro ”.

Sempre que sou instado a apresentar exemplo de marca forte, imediatamente me refiro que deve tratar-se, de um conjunto singelo, mas de intenso conteúdo de imagem e comunicação, que seja ícone, obtido com forte base na criatividade. Quem a for desenvolver marca, deve entender seu publico consumidor, saber que a marca tem de comunicar-se, ter personalidade, ou seja, ser forte.

È impressionante o numero de marcas ridículas que são lançadas no mercado, marcas sem a menor singularidade, fúteis, vãs, sem charme, destinadas unicamente a dar nome a um produto. É como se um pai simplesmente tivesse que dar um nome a seu filho e o chamasse de Maicon Jaquisson ou Alex Sandro, talvez isso fosse feito na expectativa de que o rebento com tal nome seguisse o exemplo daqueles a quem o pai se inspirou para batizá-los, ledo engano.

Portanto não inventem, assim como se tem todo o cuidado no nascimento de um bebe, o parto, o pediatra, o hospital etc, deve-se ter também as mesmas preocupações quando do nascer de uma marca. Marca é negócio sério, destina-se não apenas a dar nome a um produto, mas sobretudo a fazê-lo dar certo, ser sucesso, gerar riqueza.

Contrate um profissional de marketing, expert em criação, que sem duvidas vai lhe sair mais caro, mas seguramente vai lhe dar melhores resultados do que uma solução caseira. O trabalho deste profissional, quando aliado ao trabalho de proteção de sua marca, garantirá o sucesso do seu produto ou serviço ou no mínimo, servirá para que sua marca desperte o interesse de um possível licenciado.

Marca é para quem entende e não para amadores.

Finalizando reforço: registro de marca é coisa simples, é quase como fazer documentos para emplacar um carro. Mas cuidado, se o que for levado a registro é fraco, é como se o carro a ser emplacado fosse de procedência duvidosa.

Fazer registro é fácil, difícil é fazer PROTEÇÃO.

Previna-se como em qualquer coisa na vida, prevenir é melhor que remediar, mas remediar em Propriedade Intelectual, é muito mais caro, e não raras vezes, doloroso.