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Barulho é um dos recordistas de reclamação em condomínios

Por 28 de junho de 2011Outras Notícias

Qualquer som, por menor que seja, pode ser considerado um grande incômodo. Em condomínios, um ruído pode ser motivo de problemas, advertência, multa e até inimizade. A própria estrutura física faz com que o som de um apartamento passe para o outro, esteja ele em cima, embaixo ou do lado.

Em um condomínio do Jardim Peri, na Zona Norte de São Paulo, moram cerca de 4 mil pessoas e as reclamações para a síndica são constantes. A securitária Taila Horvath de Araújo está reformando o apartamento, mas já avisou os pedreiros que às 17h eles têm que parar o serviço. “A gente pede para eles chegarem às 9h, saírem às 17h ou 16h30. No sábado, saem até um pouco mais cedo para não ter problema.”

Obras nos apartamentos e mudanças só são permitidas entre as 9h e as 17h. A regra existe justamente para que os vizinhos não sofram com a barulheira, mas nem todo mundo respeita. A técnica de informática Camila Rodrigues de Araújo não consegue dormir direito porque tem um vizinho barulhento. “Não tem mais o que fazer. O condomínio já tomou as medidas. Conversar com o proprietário também não resolve e a pessoa falou que não vai parar.”

Segundo a síndica do prédio, algumas rondas são feitas para coibir os barulhentos. “Tem alguns apartamentos que eu chego a ouvir o ronco do morador. No dia seguinte eu apertei a campainha da mulher e perguntei se ela tinha um cachorro e ela falou que era o marido que ronca muito. Já teve reclamação de morador que escuta o outro indo no banheiro, é difícil”, conta Sílvia Gorgulho.

No Itaim Paulista, na Zona Leste, avisos foram espalhados pelos corredores alertando os moradores. É à noite que o barulho mais incomoda. A comerciante Fabiana Rezende Requia mora no último andar e por causa disso leva a culpa por qualquer ruído que se ouça no prédio.

Já a bancária Juliana Matos Alves Rodrigues colocou o apartamento à venda. Ela se cansou de ser responsabilizada por barulhos que jura não fazer. Ela é mãe de um bebê de seis meses e já foi acordada de madrugada porque uma moradora chamou a polícia.

Fonte: G1