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Deficientes cobram mais vagas no mercado de trabalho

Por 23 de setembro de 2013Trabalhista/Previdenciária

Avaliação feita na data em que se promove o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, no sábado passado, 21 de setembro, é que há desafios a serem enfrentados para garantir o acesso das pessoas com incapacitação física ao mercado de trabalho. De acordo com o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Antônio José Ferreira, nem 50% das vagas de trabalho que deveriam estar ocupadas pelo público alvo, de acordo com a lei 8.213 de julho de 1991, estão preenchidas.

Nesses 22 anos, a legislação determina que empresas com mais de 100 funcionários devem destinar de 2% a 5% das vagas para pessoas com deficiência. Em 2011, um total de 325,3 mil pessoas com deficiência tinha vínculo empregatício, de acordo com a mais recente Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho.

O número seria 700 mil se a lei fosse integralmente cumprida, de acordo com o presidente do Conade. “Com a lei de cotas, temos conseguido que as pessoas com deficiência tenham participação no mercado de trabalho; mas, a participação é tímida. Se tivéssemos todas as vagas ocupadas, seriam 700 mil pessoas com deficiência empregadas e ainda são 325 mil. Temos mais vagas disponíveis do que pessoas com deficiência no mercado de trabalho”, adiantou.

A renda média das pessoas com deficiência foi R$ 1.891,16 em 2011, de acordo com os dados da Rais. A maioria dos empregados tem ensino médio completo, são 136 mil. Os homens predominam.

O presidente do Conade avalia que o cumprimento das leis que garantem direitos aos deficientes tem avançado. Ele observa que é preciso criar uma cultura de inclusão na sociedade brasileira. De acordo com dados o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem cerca de 45,6 milhões de pessoas com pelo menos um tipo de deficiência, o que representa 23,92% da população. (das agências de notícias)

Fonte: http://www.opovo.com.br